
É cada vez mais comum a participação de jovens na política partidária. A porta de entrada é, sem dúvida, o movimento estudantil. Os partidos têm formado, em seus quadros, setores exclusivos. Assim, conseguem atrair ao debate e para formação político-partidária o público entre 15 e 24 anos.
Para o pesquisador Paulo Afonso, que trabalha com formação de lideranças juvenis no Nordeste, é visível a necessidade da criação de espaços juvenis e o jovem tem consciência que é preciso participar, se inserir no processo, para conseguir fazer valer seus direitos. Na política partidária, eles também querem “dar as cartas”.
“O jovem foi em todos os tempos um mobilizador de mudanças. Pelo seu temperamento contestador de padrões previamente estabelecidos, suas inquietudes, capacidade criativa e ânimo para promover transformações, vem contribuindo para mudanças nas relações sociais, na comunicação, e também na política partidária. Como jovem, quer participar como ator principal. Por isso, essa mudança no interior dos vários partidos políticos”, comenta o pesquisador, certo de que o adolescente de hoje está muito mais esclarecido.
