terça-feira, 18 de maio de 2010

WBN: NAMORO DIPLOMÁTICO ENTRE BRASIL E O IRÃ EXIGE CAUTELA


“Lula está gastando o capital político com o Irã”, foi o que afirmou o ex-deputado federal Walter Neto (PRB) ao lembra que desde a posse de Ahmadinejad em 2005, a situação dos direitos humanos no país piorou dramaticamente (com elevado número de execuções, muitas delas por apedrejamento ou enforcamento públicos). Um esboço de código penal estipula a pena de morte por apostasia (isto é, para quem deixar o islã). Os cristãos e outras minorias religiosas têm sofrido severas restrições e perseguições. As autoridades iranianas também suprimem a liberdade de expressão e opinião, prendendo jornalistas, controlando publicações e a internet, além das atividades acadêmicas, explicou.
Brito Neto disse que o Irã é promotor do terrorismo mundial e financiador do Hezb'Allah (o Partido de Alá, no Líbano) e do Hamas (na Faixa de Gaza). Essas duas milícias islâmicas radicais têm atacado Israel a mando do Irã e cometido inúmeras matanças de civis. Sua ação, porém, não se limita ao Oriente Médio: a Argentina acusou formalmente o Irã pelos violentos atentados contra instituições judaicas em Buenos Aires (em 1992 e 1994). Na América do Sul, a atuação iraniana é crescente, principalmente através da aliança com Hugo Chávez e Evo Morales. “O Brasil de Lula é, inegavelmente outro Brasil. Desenvolvido e que vem mantendo a estabilidade econômica. Mas é preciso ter cautela para que esse prisma de sustentabilidade não seja ameaçado pelo relações diplomáticas perigosas como a que estamos vendo em relação ao Irã de Ahmadinejad”, conclui.