segunda-feira, 12 de julho de 2010

PERGUNTAS RESPONDIDAS


PERGUNTA DE UMA INTERNAUTA

AO DEPUTADO FEDERAL WALTER NETO

“Walter, quais propostas serão apresentadas?

PEC do Divorcio

A família é um bem a ser preservado sempre, entretanto há momentos, em determinadas famílias, que os valores se perdem, a busca e a insistência em correção não vale mais a pena, as tentativas excedem e a separação se torna a opção mais correta mesmo que fuja dos princípios.

Abc “

Prezada amiga,

Sinto-me feliz por seu desejo de conhecer quais as minhas propostas, especificamente, a respeito da matéria postada no blog sobre o que denomino PEC do Divórcio aprovada no Senado Federal.

Quando estive no exercício de meu mandato como deputado federal, elegi como tema de grande importância a questão da família, e isto envolve desde a criança, adolescente, jovem aos assuntos econômicos e religiosos que convergem para o mesmo foco. Hoje, na condição de candidato, permaneço com essa mesma visão, ou seja, nossos legisladores devem se preocupar mais em criar mecanismos para que casamentos sejam mantidos e não tão facilmente dissolvidos. É claro, que existem casos em que a separação e extinção dos efeitos civis do matrimônio são necessários e inevitáveis. Porém, quando se flexibiliza a questão do divórcio no Brasil, escancarando de vez a questão matrimonial, as pessoas, naturalmente contrairão casamentos já pensando no próximo passo: o divórcio. É mais fácil se desligar do que permanecer juntos. É como se, ao passarmos por uma vitrine bonita da loja de carros, resolvêssemos, em vez de comprá-lo, simplesmente alugá-lo, sabendo que depois poderia sem problemas, devolvê-lo. Mas aí, existe um ponto difícil de resolver: quando na relação aparecem os filhos. Na maioria, crianças, em fase de desenvolvimento. Porque se desconstruiu o sentido moral, permanente, respeitável do casamento, os filhos ficarão no meio do caminho. O referencial psicológico da figura do pai e/ou da mãe, tão importante para a composição da mente adulta, passa a não existir.

Os filhos irão conviver com seqüelas emocionais difíceis de lidar, são feridas invisíveis que perdurarão por toda sua vida, surgidas num instante em que os pais desistem de caminharem juntos, por uma razão muitas vezes tão banal. A Bíblia diz que quem instituiu o casamento foi o próprio Deus. “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2.24). Diz também que “devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Efésios 5.28); e por fim: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19.6).

Ora, se a pessoa casa com alguém já encorajado, pelos dispositivos legais, a desistir facilmente, que sociedade teremos num curto espaço de tempo? Como podemos ensinar as novas gerações que o matrimônio é algo sério e que deve ser efetivado com muito zelo, amor e responsabilidade?

Precisamos sim, fortalecer a instituição familiar acima de tudo. Porque quando e onde a família estiver forte, a sociedade também o será.

Espero ter contribuído para sanar alguma dúvida sobre o assunto. Outros temas palpitantes estarei oportunamente publicando no blog e no site da campanha.

Cordialmente,

Campina Grande em 12 de julho de 2010.


WALTER NETO