
Não precisa se perder em argumentações para concluir que o governo Lula representou um avanço no campo social jamais visto na história política do Brasil. Desde o aprimoramento de programas sociais de assistência a população de baixa renda ao incremento substancial no ensino técnico profissionalizante. Mas isto não é tudo. Por exemplo: os famosos Telecentros que foram originalmente criados para promover a inclusão digital das massas menos favorecidas esbarra em vários pontos frágeis. O primeiro deles é o próprio software utilizado. Trata-se de um modelo imposto ditatorialmente pelo governo federal, um software livre que não tem compatibilidade com outros programas, limitando-se apenas ao uso da internet.
Como a imensa maioria dos novos internautas não tem qualquer familiaridade com esse tipo específico de software livre (ou qualquer outro) não avançam no aprendizado e sua inclusão digital é anulada ou retardada. Outro ponto, não existe flexibilidade para o usuário fazer o curso oferecido dentro de suas conveniências. A maioria dos jovens abandona o curso antes de completar os três meses requeridos.
Não são todos os Telecentros que oferecem outros cursos. Porque os computadores fornecidos pelo governo federal são bloqueados para o uso de uma interface conhecida pela população. Por essa razão não há motivação suficiente para o jovem sair do rol dos “analfa-infos funcionais”, aqueles que, embora tivessem algum tipo de contato fortuito com o computador, não avançam porque o próprio sistema operacional é incongruente e ante pedagógico.
Que inclusão digital temos então? Como o jovem pode incrementar seus conhecimentos profissionalizantes se não pode avançar com programas governamentais como este?
São essas indagações que nos movem a entrar na corrida eleitoral para, voltando à câmara federal, poder apresentar projetos de leis que contemplem de forma prática e eficaz a situação da juventude brasileira que precisa de computadores equipados com programas acessórios ágeis e prontos para formar o jovem com competências absorvíveis pelo mercado de trabalho. Com grade de cursos flexíveis para que todos tenham condições de concluírem seus cursos dentro de suas realidades de tempo e locomoção, podendo para isto, estar disponíveis inclusive aos sábados e domingos.
Isto é verdadeiramente inclusão digital e social. É isto que queremos fazer valer como DEPUTADO FEDERAL.
